quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Escola Alemã




Com a emancipação política do Paraná em 1853, Curitiba foi escolhida como a capital da recém-criada província. Como mostrou grandes possibilidades econômicas, começou a atrair muitos imigrantes vindos de várias regiões. Entre as décadas de 1850 e 1860, Curitiba recebeu uma grande leva de imigrantes vindo de Santa Catarina, principalmente alemães.
Os imigrantes, principalmente os protestantes encontram barreiras que os discriminavam. Um exemplo disso era a educação de seus filhos, eles freqüentando as escolas públicas iriam apenas aprender o português e também consequentemente serem incluídos dentro da doutrina católica.
Logo, no ano de 1866 os alemães resolverem criar uma escola que se adequasse ao seus padrões de ensino, ensinando primeiramente a língua alemã e inserindo a religião protestante. A Escola Alemã inicialmente foi fundada com o intuito de preservar a religião protestante, mas com o passar do tempo ela tomou a finalidade de preservar a cultura alemã.
Em 11 de dezembro de 1866 o Pastor Johan Friederich Gaertner solicitou ao inspetor geral da Instrução Pública, Ernesto Francisco de Lima Santos, licença para ensinar as primeiras letras em língua alemã, o que lhe foi concedido. Estava criada a Escola da Comunidade Alemã.
Até 1914, o estabelecimento chamou-se Escola Alemã, depois Colégio Progresso.
Em 1941, a então Academia Comercial Progresso, foi adquirida pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, sendo autorizada a funcionar sob a denominação Escola Técnica de Comércio anexa à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná.
Em 22 de janeiro de 1974, o Conselho Universitário decidiu integrá-la a UFPR como órgão suplementar e a partir de 1986, ela passou a ser denominada Escola Técnica de Comércio da Universidade Federal do Paraná.
A partir de 14 de dezembro de 1990, ao aprovar a reorganização administrativa da UFPR, o Conselho Universitário alterou a sua denominação para Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná, vinculando-a à Pró-Reitoria de Graduação e em novembro de 1997, por decisão deste mesmo conselho foi classificada como unidade da UFPR.


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

O mundo (também) de Rafinha.

Máquina de datilografia, telegrama, walkman, Polaroid... Essas palavras soam antigas, não? Pois é, a modernidade chegou. Com ela, muita coisa mudou. Eu diria que TUDO mudou. Basta conversarmos 5 minutos com nossos pais e percebemos que quando eles tinham a nossa idade, a vida era bem diferente.
A tecnologia inovou a forma das pessoas interagirem umas com as outras. Mais do que isso, mudou até mesmo aqueles momentos de reflexão interna. Como toda novidade, essa chuva tecnológica trouxe consigo vantagens e desvantagens.
No vídeo "O mundo de Rafinha", observamos uma generalização que, contrariando o que diz o senso comum ("toda generalização é burra"), faz muito sentido. Raros são os adolescentes que não têm acesso as comodidades tecnológicas, tais como MSN, orkut, iPods, câmeras digitais, entre outras coisas. Qualquer um que se diz não fazer parte deste universo ou está mentindo ou não possui condições financeiras para isso.
A grande questão, a qual infelizmente nem todas as críticas abordam, é como você desfruta disso tudo. Eu não criei um orkut, evito ao máximo divulgar informações minhas na internet. Inclusive, meu espaço mais "público" na rede é este blog. Eu não deixei de sair aos fins de semana, visitar os lindos parques que aqui temos, degustar a comida servida em nossos vários restaurantes. Enfim, continuo fazendo coisas "rústicas". Por outro lado, orgulhosamente aderi às comodidades como, por exemplo, o MSN. Hoje, aviso sobre compromissos de forma rápida e muito mais barata do que antes. Não preciso mais comprar um cd inteiro, pagar o preço abusivo devido ao monte de impostos, por apenas uma música; baixo-a na internet. Não gasto mais com filmes fotográficos e também nem preciso tomar tanto cuidado assim com as fotos, as que não ficam boas é só eu tirar novamente. E o melhor de tudo: sem me preocupar em estar gastando filme. Pesquisas escolares? Antigamente, perdia-se preciosas HORAS procurando em livros, muitas vezes desatualizados, informações para um trabalho. Hoje, vou direto ao ponto e obtenho as mesmas informações através das várias enciclopédias virtuais.
A tecnologia está aí, não adianta negar. Tudo aquilo que é mais dinâmico substituirá, inevitavelmente, as coisas que tomam mais tempo das pessoas. Eu faço parte desse mundo, com muito orgulho. E o melhor de tudo: Uso-o da melhor maneira possível. Exploro o lado bom oferecido e faço de tudo para manter-me afastada dos muitos perigos. É tudo uma questão de boas escolhas e, principalmente, de conhecimento. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Tecnologia e esporte: Uma boa relação?

Há muito tempo que a tecnologia e o esporte vêm desenvolvendo vínculos, tendo em vista melhorar a prática das modalidades. No campo teórico, nota-se um crescente aumento em estudos que procuram encontrar o treino mais adequado para cada tipo de situação, para que o atleta direcione todo o seu potencial exclusivamente à função dele. Quanto aos acessórios, tais como vestimentas e utensílios específicos para cada modalidade, fica evidente a presença de uma tecnologia altíssima: são roupas feitas com tecidos minuciosamente escolhidos, que se ajustam ao corpo do atleta, garantindo-lhe mais conforto; tênis com camadas de amortecimento que absorvem grande parte do impacto, diminuindo o problema de lesões, ou então com formatos anatômicos que "caem como luva" nos pés de quem os utiliza; câmeras em diferentes locais, criando diferentes pontos de vista, que auxiliam no julgamento de dúvidas ao decorrer da competição. Enfim, uma série de inventos que transformaram o esporte.
Toda essa inovação gera opiniões distintas. Vamos acompanhar algumas delas:

No vídeo, vemos o famoso "tira-teima" em ação. Logo após, uma contestação a respeito do mesmo. Um exemplo claro de como a tecnologia gera opiniões distintas. Essa ferramenta é interessantíssima, uma vez que através dela pode-se corrigir falhas humanas. Por outro lado, conservadores acreditam que isso tira o encanto do futebol.

No link http://estilo.uol.com.br/album/roupastecnologicas_album.jhtm observamos várias roupas que auxiliam não só atletas profissionais, mas todos aqueles que buscam praticar esportes e, claro, possuem dinheiro para adquirí-las. Chama a atenção a meia
Kayano, da Asics. Os estudos são tão minuciosos que até mesmo meias são produzidas com o intuito de auxiliar a prática. Aqui, as opiniões divergem não pelo aspecto tecnológico empregado, mas sim pelo alto custo. Há quem acredite que isso seja um "desperdício" de tecnologia. Uma vez que a pessoa tenha condições de adquirir um produto assim, não há desvantagem alguma.

Nada melhor, porém, do que a opinião de um profissional intimamente ligado à area. Em entrevista postada no site ClicRBS(http://www.clicrbs.com.br/especiais/jsp/default.jsp?&tab=00052&newsID=a1342686.htm&subTab=4441&espid=56)
o cardiologista e professor de educação física Ricardo Stein agrada, se assim podemos dizer, a gregos e troianos. Ele explica, baseado em exemplos de sua rotina, que a tecnologia beneficia e MUITO os atletas. Mas alerta que o uso excessivo e inconsciente traz riscos e prejuízos.

No fim das contas, a conclusão a que podemos chegar se parece com uma posição neutra. A tecnologia pode ajudar os atletas a terem uma prática esportiva mais intensa e com melhor rendimento? Com certeza pode. O uso excessivo da tecnologia pode prejudicar a carreira destes atletas? Também pode. Vale, portanto, o velho chavão: "Use com moderação".